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21-07-2011   #1
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caiobertonipp pode apenas esperar melhorar
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Dicas Troca de Oléo


Retirado do NATAL TUNING

óleo é meio chato de entender mesmo, veja esse outro texto q eu peguei no clube do marea, por favor, LEIA O TEXTO TODO, é grande mais é facil e simples de entender.


Quais as principais funções do óleo lubrificante?

Sempre é bom saber décor suas funções, pois frequentemente as pessoas costumam mudar o tipo de óleo pensando em melhorar um fator, mas esquecem de que outro pode ser prejudicado mais ainda, ou pode ser que os dois melhorem ainda mais.
O óleo lubrificante tem as seguintes principais funções que desempenha não sozinho, mas com ajuda também dos aditivos que estão presentes em sua formulação:
1) De lubrificar: Reduzindo atritos entre 2 superfícies móveis;
2) Refrigerar: O óleo lubrificante representa um meio de transferência de calor, "roubando" calor gerado por contato entre superfícies em movimento relativo. Nos motores de combustão interna, o calor é transferido para o óleo através de contatos com vários componentes, e então, para o sistema de arrefecimento de óleo;
3) Limpar e manter limpo: Uma das principais funções do lubrificante é retirar as partículas resultantes do processo de combustão e manter estas partículas em suspensão no óleo, evitando que se depositem no fundo do cárter e provoquem incrustações;
4) Proteger contra a corrosão: A corrosão e o desgaste podem resultar na remoção de metais do motor, por isso a importância dos aditivos anti-corrosivo e anti-desgaste;
5) Vedação da câmara de combustão: O lubrificante ao mesmo tempo que lubrifica e refrigera, também age como agente de vedação, impedindo a saída de lubrificante e a entrada de contaminantes externos ao compartimento.


O que significam os números SAE 20W50, SAE10W40?

Eles pertencem a normatização SAE, uma norma que qualifica a viscosidade dos óleos. Entenda a viscosidade como sendo a propriedade que relaciona a fluidez de um líquido, sendo o jeito como ele se movimenta. Entenda um óleo mais viscoso como sendo um óleo mais grosso e um óleo menos viscoso como sendo um óleo mais fino. Comparando o óleo de cozinha e o azeite, o azeite é muito mais viscoso, ou seja, mais grosso do que o de cozinha.
Os óleos hoje em dia são multi-viscosos, ou seja, um óleo tem dupla viscosidade. Isto é possível graças a aditivos adicionados aos óleos que conseguem controlar a viscosidade a medida que a temperatura varia. Antigamente existia somente o óleo mono-viscoso, que dificilmente atendia todo o regime de temperatura que o carro atingisse, por ter apenas uma viscosidade. Já no óleo multi-grau existem 2 números que indicam 2 viscosidades como o 20W50. O número 20, como é acompanhado da letra W (winter do Inglês) refere à viscosidade quando o motor está frio e o número 50 diz respeito à viscosidade quando o carro esta quente.
Desta forma um óleo 20W50 trabalhará com a viscosidade de 20 até 50. E quem regula estes números é a SAE (Society of Automotive Engineers). Se um óleo está especificado SAE 10W40, significa que pelos padrões da SAE sua faixa de viscosidade irá de 10 até 40 (considerando um motor que não atinja temperatura de trabalho superior a 100C). Com isto em mente, partindo de um óleo 15W40 (especificado pela Fiat para Marea) se o objetivo for deixar o óleo mais fino na partida a frio do motor (para forçar menos a partida), deve-se alterar a viscosidade do lado frio, ou seja, deve-se focar no primeiro número com W, pois esta é a viscosidade para motor frio. Neste caso um óleo seria o 10W40. Caso o objetivo seja engrossar o óleo porque o carro atinja temperaturas acima de 100C, por estar preparado e/ou ser muito exigido em RPM, o certo é alterar a viscosidade de alta temperatura, ou seja o último número da SAE, o número que não tem W a direita. Neste caso o óleo seria o 15W50.
Atente para o detalhe que estes números de viscosidade não são propriamente os números de viscosidade medidos em laboratório. Os valores obtidos em Laboratório são associados a unidades técnicas de medida de viscosidade (Centistokes, Segundos Saybolt, Centipoise - cP) que a maioria do público consumidor desconhece. Por sua vez, a SAE, Sociedade dos Engenheiros Automotivos, criou um critério de classificação que teve aceitação generalizada pelos fabricantes de veículos e de lubrificantes. Esta classificação é feita associando-se um número puro à uma faixa de viscosidade determinada em laboratório. Quanto maior for este número puro que vemos nas embalagens, maior será a faixa de viscosidade.
Saiba também que um SAE AwB por exemplo, tem o número B associado a uma faixa de viscosidade medida em laboratório a uma temperatura de 100C e o número A é associado a uma faixa de viscosidade medida em laboratório à temperatura de -30C + o número A. Se for um 5w40 o número 5 é o número que representa uma faixa de viscosidade que engloba a viscosidade deste óleo medida à temperatura de -30+5=-25C; e o 40 é o número que representa uma faixa de viscosidade que engloba a viscosidade deste óleo medida a temperatura de 100C. Para um 0w40 a temperatura para medir a viscosidade a frio seria de -30 + 0=-30C. Por isto do número associado ao “w” de winter é realmente uma viscosidade para climas frios.


Como entender as letras que aparecem na norma API?


É composto por 2 letras, definindo a classificação do nível de desempenho que os óleos lubrificantes devem atender. A primeira letra S, (do inglês Service Station), significando os carros de passeio e quando a aplicação for para carros diesel a primeira letra será a C (do Inglês Comercial).
A segunda letra que segue é a que define propriamente o desempenho. Para os carros de passeio as letras atuais são: J, L e M. Já as letras A, B, C, D, E, F, G e H estão obsoletas, segundo o site da API. Mesmo assim é comum encontrar óleos SF, SG e SH, pois como o Brasil é um pais de terceiro mundo, muito do que não foi vendido nos paises de Primeiro Mundo acabam parando em nossas prateleiras. Como regra geral quanto mais próxima a segunda letra for do alfabeto melhor será o padrão do óleo em função do seu mix de aditivos.




O que é mais importante na escolha de um óleo?

Na escolha de um óleo existem 3 fatores básicos: viscosidade, tipo de base, e evolução dos aditivos adicionados aos óleos para aumentarem sua eficiência. Seja curioso, entenda e olhe os Gráficos das tabelas de troca de filtro, de óleo, viscosidade e tipo de base.
1) Relacionado à viscosidade prefira adotar a viscosidade entre 10W40 e 15W40 para os Mareas e para os Turbos 15W50 e 10W40. Apenas prefira, mas escolha qualquer um, os números acima são simplesmente o perfil do CDM e não uma regra a ser seguida.
2) Quanto à base: mineral, semi-sintética ou sintética fica a gosto de como o dono gosta de fazer suas trocas. Mineral com troca aos 3000Km, semi-sintéticos entre 4000 Km e 7000 Km e sintético entre 5000 Km e 8000 Km...É sempre interessante lembrar que a quilometragem de troca deve ser feita ANTES de vencer as propriedades do óleo, sendo interessante trabalhar no lado conservador.
3) Referente aos tipos de aditivos, são controlados pelas normas existentes. A API é a mais conhecida e, portanto mais vista nos rótulos, embora existem outras como a ACEA ( o melhor seria o A3) entre outras. Sendo a norma API sempre escolha algo do SL para maior que encontrar. Muita gente escolhe um tipo de óleo que adora mas não o encontra nem mesmo no SL, ficando no SJ. Tente escolher um tipo de óleo preferido que seja atual (SL ou SM, ou superior).


Qual a diferença entre um óleo de base mineral e um de base sintética?

Composto apenas de hidrocarbonetos Parafínicos (sendo os naftênicos e aromáticos não mais utilizados), o óleo mineral é composto por um óleo básico de origem mineral, produzido através da destilação direta do petróleo (separação físico-química dos componentes do petróleo). Além deste óleo básico são adicionados aditivos para melhorar suas características e acrescentar outras, sendo esta mistura que se encontra nas prateleiras. Seu tempo de permanência no motor é reduzido, quando comparado com o sintético, devendo ser trocada a cada 3.000 km no máximo. Alguns dizem que agüenta mais tempo, mas é sempre interessante trocar o óleo antes de ele perder suas características, como muitos aqui no CDM enfatizam. Suas cadeias carbônicas têm de 20 a 25 átomos de carbono por molécula de óleo.
O óleo sintético, composto por hidrocarbonetos sintéticos de peso molecular menor (ou seja, com menos carbono por molécula, quando comparado aos óleos de base mineral) como: PAO (poli-alfa-olefina), ésteres e PIB (poli-isso-butileno). Como o próprio nome já diz, é um óleo sintetizado em Usinas de Química Fina e não extraído do petróleo em uma torre de Destilação. Sendo feito em “laboratório” os pesquisadores tem mais controle sobre seus componentes podendo criteriosamente determinar quais são os componentes mais interessantes para sua composição. Desta forma aqueles que se oxidam com mais facilidade são removidos, garantindo a sua principal característica que é a de poder ter uma troca mais longa. Também é adicionada a esta base sintética aditivos para melhorar suas características e acrescentar outras, sendo esta mistura que se encontra nas prateleiras. Atente também para o detalhe que frequentemente, os aditivos usados em formulações de óleos sintéticos são os mesmos aditivos convencionais usados para formular óleos minerais, o que resulta somente em uma melhoria marginal de desempenho. Progressos verdadeiramente significativos de desempenho são obtidos somente quando óleos básicos sintéticos superiores são formulados com aditivos sintéticos de tecnologia superior o que nem todos os óleos sintéticos oferecidos no mercado têm. Por este motivo os valores dos óleos sintéticos variam tanto de R$15,00 até R$ 70,00 o litro.
O óleo semi-sintético é uma mistura dos dois, tendo em sua composição óleo de base mineral, óleo de base sintética e aditivos, sendo feita para baratear os custos do óleo sintético. Atente que a proporção de sintético e mineral varia de semi para semi, de forma que existem semi-sintéticos mais sintéticos e semi-sintéticos mais minerais, pois não existe uma norma que regule ou exija especificar quanto de mineral e sintético está sendo utilizado na mistura.


O óleo sintético é melhor ou pior do que o mineral?

Ninguém é melhor do que o outro, mas têm características bem diferentes que influenciam principalmente no período de troca do óleo. O que existe é que um tem características melhores em um ponto e piores em outro. Os dois podem dar borra se mal utilizados. Portanto o que faz mal ao óleo não é o tipo de base, mas sim o tipo de dono do carro que não respeita as trocas características de cada tipo de base.
A tecnologia de fabricação de óleos sintéticos permitiu o prolongamento de sua vida útil, sendo esta a grande vantagem deste tipo de base. Mas dependendo do tipo de uso, tipo de combustível, não é vantagem ter um óleo que tem um prazo de validade mais longo. Aqui no Brasil, como o combustível é muito ruim, mesmo que o óleo sintético tenha sido fabricado para durar mais, (oxidar menos com o tempo e poder estar em contato por mais tempo e com temperaturas mais altas) será o combustível que o tornará ruim primeiro. Lembre que sempre parte do combustível da câmara de combustão ficará junto com o óleo no cárter estragando completamente o óleo. Desta forma aqui no Brasil não podemos usufruir a melhor característica da tecnologia sintética (que é poder permitir ter uma troca acima dos 20.000 Km) em função do combustível que usamos.
Atente também para o detalhe que frequentemente, os aditivos usados em formulações de óleos sintéticos são os mesmos aditivos convencionais usados para formular óleos minerais, o que resulta somente em uma melhoria marginal de desempenho. Progressos verdadeiramente significativos de desempenho são obtidos somente quando óleos básicos sintéticos superiores são formulados com aditivos sintéticos de tecnologia superior o que nem todos os óleos sintéticos oferecidos no mercado têm.


Cuidado: Os fabricantes mascaram o nome SEMI-SINTÉTICO. Como?

Entenda sempre que existem dois tipos de base: mineral e sintética. Entenda também que um óleo de base mineral é composto por hidrocarbonetos parafínicos, sendo o nome parafínico sinônimo do óleo mineral (este artifício a Castrol Magnatec usa). Entenda também que os aditivos adicionados nos óleos são todos sintéticos, sendo impossível extraí-los do petróleo (como é feito com o óleo mineral) pelo simples fato deles não estarem lá no petróleo (por este motivo são adicionados ao óleo).
Entenda ainda que muitos óleos semi-sintéticos não colocam em seus rótulos tal composição. Geralmente encontramos no rótulo dos semi-sintéticos: óleo de tecnologia sintética, óleo sintético, óleo sintético e parafínico. Na verdade não estão errados em designar um óleo semi-sintético por estes nomes, mas com certeza confundem o consumidor, facilitando o entendimento de que se trata de um óleo todo sintético em sua composição.
Na verdade para os óleos semi-sintéticos, como em sua composição estão presentes óleos de tecnologia sintética, apenas enfatizam o lado mais tecnológico, “esquecendo” de que também existe o mineral (ou parafínico como sinônimo deste) e que na verdade se trata de um óleo semi e não sintético.
Como perceber o que é um sintético de um semi é ler atentamente o rótulo que fica na parte de trás das embalagens, perguntar para o vendedor, perceber a faixa de preço. Atente para a particularidade de que geralmente os óleos totalmente sintéticos são rotulados como 100% sintéticos nas embalagens ou totalmente sintéticos.
Existe um outro agravante também, no fato de que quando as informações são traduzidas para o português, caso seja de uma língua estrangeira, acontece desta tradução ser feita errada, por exemplo: no rótulo original escrito synthetic technology, e a tradução vir escrita como 100% sintético, ou totalmente sintético. Neste caso pode não ser enganação, mas sim falta de informação do tradutor. Desta forma prefira sempre ler o rótulo em sua língua original.
Mas pelo preço é possível separar os óleos, sendo da mesma forma que reconhecemos combustíveis adulterados. Muito barato é sinal de que algo está mal explicado.


Afinal devo usar sintético, semi-sintético ou mineral?

de modo geral quem anda muito em estradas em velocidades mais altas e constantes acaba usando um óleo sintético, quem anda meio a meio (cidade e estrada) usa um semi-sintético e quem anda muito em cidade pode optar usar um mineral, pois fará trocas com intervalos menores de quilometragem, ou colocar um óleo semi-sintético como 70% deste tipo de uso fazem.
Como o motor é exigido também deve ser levado em conta na escolha do tipo de base. Motores com uso severo tendem a deteriorar mais o óleo, de forma que sua troca deve ser mais freqüente e verificada com mais cuidado.
Por isto muitos que rodam praticamente em cidade com trânsito pesado em condições severas de uso (anda e pára) adotam colocar o óleo mineral, pois preferem uma troca mais freqüente do óleo e não precisam de um óleo que dure muito.
Vale lembrar neste ponto que a oxidação do óleo que o invalida com o tempo é apenas um dos vários tipos de contaminantes que o invalidam. Os demais contaminantes vêm do motor, combustível, ar poluído, modo de dirigir, e estes últimos fatores independem do tipo de óleo utilizado, sendo neste caso a solução mais benéfica para o motor, a troca mais rápida possível do lubrificante. Neste caso um óleo sintético não protege mais um motor do que um mineral, sendo ambos iguais e ineficientes. O que ajuda nesta hora são sim os aditivos para tentar minimizar os efeitos contaminantes do óleo sobre o motor.
Mas não pense que pelo fato do mineral ser mais barato, em média 2 a 3 vezes mais barato em relação a um sintético, terá um custo menor, porque quem usa o mineral tem trocas com muito mais freqüência, mas a compensação é que o óleo esta sempre novo, sem muito poluente do combustível ,sem umidade, mais limpo. Veja a pergunta “Quais os custos para trocas com óleo mineral, semi-sintético e sintético?” sobre custos mineral, semi e sintético.
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